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Resumo da ópera:

. ALFABETO:

Terá 26 letras, com a inclusão do K, W e Y.

· SINAIS GRÁFICOS:

Trema: não será mais utilizado

(exceto em nomes próprios e derivados, como Müller, mülleriano).   Exemplos: bilíngue, tranquilo, consequência.

Hífen:

1- Será mantido:

a) nas palavras compostas por justaposição (duas palavras formando um só conceito), como: guarda-chuva, arco-íris, amor-perfeito;

DICA: observe se cada uma das palavras tem sentido, isoladamente.

b) nos seguintes casos de prefixação e sufixação (prefixo: partícula que vem antes de uma palavra / sufixo: partícula que entra ao final de uma palavra):

– quando o segundo elemento começar com h (anti-higiênico; co-herdeiro);

– quando o prefixo termina com a mesma vogal com que se inicia o segundo elemento (micro-onda,    contra-almirante, anti-ibérico);

– nos casos do prefixos circum e pan, quando o segundo elemento começa com vogal, H, M, ou N (pan-americano; circum-navegação);

– nas formações com os prefixos hiper, inter e super, quando combinados com elementos iniciados em R (hiper-requintado; inter-resistente; super-revista); em expressões com os prefixos tônicos pré, pós e pró (pós-graduação, pré-escolar; pós-europeu).

ATENÇÃO: neste último caso só há hífen quando o prefixo é acentuado; portanto, nada de hífen em: predeterminado, preestabelecer, poslúdio.

2 – Será abolido nas demais situações, destacando-se:

a) quando a segunda palavra começar com S ou R (as consoantes deverão ser duplicadas, dessa forma: anti-social/antissocial);

b) quando o prefixo terminar em vogal diferente daquela que inicia a segunda palavra (auto-elogio/autoelogio).

– Acento diferencial: não será mais usado para distinguir casos como pára (verbo parar) de para (preposição).

– Acento agudo: deixará de ser utilizado:

– nos ditongos abertos EI e OI de paroxítonas (idéia, assembléia, cefaléia, jibóia / ideia, assembleia, cefaleia);

– nas paroxítonas com I e U tônicos precedidos de ditongo (feiúra/feiura);

– em formas verbais com acento tônico na raiz e U tônico precedido de G ou Q e seguido de E ou I (averigúe/averigue).

– Acento circunflexo: não será mais usado nas terceiras pessoas do plural no presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos Crer, Ver, Ler, Dar e derivados (crêem, vêem, lêem, dêem / creem, veem, leem, deem) e em palavras que têm hiato no final (enjôo/enjoo)

· GRAFIA:

– O C e o P deixarão de ser grafados nas palavras em que não  são pronunciados (acção, óptimo) e o H, em palavras como húmido (ocorrências não significtivas para a escrita brasileira, mas bem relevantes para Portugal, por exemplo).

Atenção:

a) Serão mantidas, se pronunciadas, as letras C e P em: compacto, ficção, apto, erupção.

b) Serão mantidas ou excluídas, facultativamente, a depender da pronúnicia de tais letras no falar culto regional:

– letras C e P – caracteres/carateres; corrupto, corruto.

– Seqüência MP: amígdala/amídala; sutil, subtil.

Nos casos optativos, recomenda-se usar a forma presente nos principais dicionários.

1. Vc. deve evitar abrev., etc.
2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.
5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.
11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Use a pontuação corretamente o ponto e a virgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P.R. nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!
25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.

(autor desconhecido)